Autor Tópico: Divulgação  (Lida 2488 vezes)

lackaday

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Divulgação
« em: Maio 23, 2014, 01:02:10 am »
Olá a todos,
antes de mais queria agradecer a quem está envolvido neste Projecto pela ideia e vontade de começar.

Tenho estado a interessar-me sobre estas questões das cryptomoedas, e à primeira vista o que me vem à cabeça para isto poder funcionar é que é preciso muita gente minerar. Tenho umas dúvidas a fazer:
não seria proveitoso apostar na simplicidade e extrema funcionalidade de software para minerar e começar a utilizar esta moeda? Garantindo assim que não só aqueles que se interessam mais pelas matérias informáticas mas utilizadores de redes sociais, navegadores da internet, possam utilizar;
qual o método de valorização de objectos, trabalho, etc..? é pela conversão em euros e basicamente o valor é o mesmo que a moeda corrente?
imaginando que realmente a moeda ganha força e empresas e outras coisas podem receber cryptomoedas, como é feito a relação/conversão do "trabalho", recursos,etc... para um valor, pois no final de contas ao minerarmos o computador através de energia está a produzir um montante, mas na verdade somos nós que criamos o proprio dinheiro, quem regula ou se será necessario a regulação, pois caso tenha uma adesão massiva, não poderão as pessoas gerar muito dinheiro sem trabalharem?

Obrigado pela atenção




EugenioApolo

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Re: Divulgação
« Responder #1 em: Maio 24, 2014, 10:25:45 pm »
Olá a todos,
antes de mais queria agradecer a quem está envolvido neste Projecto pela ideia e vontade de começar.

Tenho estado a interessar-me sobre estas questões das cryptomoedas, e à primeira vista o que me vem à cabeça para isto poder funcionar é que é preciso muita gente minerar. Tenho umas dúvidas a fazer:
não seria proveitoso apostar na simplicidade e extrema funcionalidade de software para minerar e começar a utilizar esta moeda? Garantindo assim que não só aqueles que se interessam mais pelas matérias informáticas mas utilizadores de redes sociais, navegadores da internet, possam utilizar;
qual o método de valorização de objectos, trabalho, etc..? é pela conversão em euros e basicamente o valor é o mesmo que a moeda corrente?
imaginando que realmente a moeda ganha força e empresas e outras coisas podem receber cryptomoedas, como é feito a relação/conversão do "trabalho", recursos,etc... para um valor, pois no final de contas ao minerarmos o computador através de energia está a produzir um montante, mas na verdade somos nós que criamos o proprio dinheiro, quem regula ou se será necessario a regulação, pois caso tenha uma adesão massiva, não poderão as pessoas gerar muito dinheiro sem trabalharem?

Obrigado pela atenção

Algumas das questões que levanta são de resposta simples porque técnicas/funcionais. Outras nem tanto assim porque caem no domínio da economia e mercado e mesmo do comportamento humano.

Na verdade não é preciso muita gente a minerar. É, isso sim, preciso muita gente a usar e querer usar (se por "funcionar" entende atingirmos uma grande utilização e eventual valorização da moeda). Essa é um das razões da distribuição, incitar toda a gente a instalar a carteira para ter um endereço para onde receber os 15 CESCs e a partir daí considerar utilizar.

Seria e é sempre proveitoso simplificar qualquer forma de utilização do que quer que seja.
Mas vamos dividir a abordagem entre carteira e mineração.
É normal que minerar seja sempre algo mais complicado que usar a carteira. É isso o esperado: usar coisas deve ser mais simples que criar essas mesmas coisas. Por isso no site do CryptoEscudo encontra informação para começar a minerar em Windows (o sistema operativo mais usado).
Parece-lhe que a utilização da carteira deveria ter mais informação, que não é suficientemente clara/intuitiva? Então por favor avance, sugira que informação deve ser organizada ou, melhor ainda, faça o que acha que deve ser feito nessa vertente (a noção do que é preciso esclarecer sobre algo em que estamos muito envolvidos é sempre falsa - quero eu dizer que quem quer que seja e quaisquer que sejam as suas competências informáticas é provavelmente mais competente do que eu para esclarecer os que agora chegam, do que eu que mexo nisto há meses e meses). Sugira melhorias concretas em funcionalidades e documentação. Logo que possível serão introduzidas.

Quanto ao método de valorização... bom, quanto vale um bocado de papel onde estão escritos "100 Euros"? Aquilo nós quisermos e segundo o contexto onde nos movemos... para nós, europeus tem valor; para um camponês chinês só tem valor se alguem o trocar por Renminbi Yuans; para um pigmeu errante numa selva africana profunda não tem qualquer valor para o ajudar a caçar o macaco de que se alimenta. Mas respondendo... se um grupo, maior ou menor, decidir que um CryptoEscudo, vale 100 Euros ele valerá isso entre os membros desse mesmo grupo. O trabalho vale o que achamos valer e o que os que os que estão na outra ponta do processo pensam que vale. Quero eu dizer que não pago 1 Euro que seja a alguém para me instalar um sistem operativo num dos meus computadores (faço isso enquanto escrevo isto - não tem valor para mim porque sei fazer desde há muito e não me custa) mas que estou disponível para pagar X Euros a alguém capaz de escolher a certa e trocar a válvula do meu esquentador porque nunca o fiz e não vejo razão para aprender porque me fará falta apenas um par de vezes na vida.
Ainda que não pensemos nisso já usamos moedas digitais - aquelas notas que podemos ter numa carteira são convertidas para dados informáticos por empresas chamas Visa ou Mastercard e temos que ir a um cambista, a que chamamos multibanco, para fazer a conversão dados/notas ou ao contrário.
E a relação/conversão acaba por ser semelhante às moedas tradicionais, com diferença que todos podem saber quantos CryptoEscudos existem e porquê e, eventualmente, decidirem como reagir a isso.
O valor de base deverá ser racional - não posso pensar que o meus CESCs valem menos do que o que gastei, usando energia no meu computador, para participar na sua criação ou o que paguei a outros que fizeram isso, tal como o ouro não pode valer menos do que aquilo que custa a tirá-lo da terra.
A regulação será sempre uma questão em aberto. Uma parte da regulação pode surgir automaticamente de dois fatores: sabemos quantas moedas existirão; a utilização torna irrelevante a manipulação. Ou seja: o dinheiro gerado sem "trabalho", entendido trabalho por geração de bens e serviços, será sempre limitado pelo número de moedas disponíveis para serem criadas sem isso; se algo for usado por 9 pessoas 5 serão maioria fácil de combinar, mas se for utilizado por 9 milhões será dificil pôr 4500001 a conspirar para uma manipulação.

Agradeço as dúvidas que expressa e que me obrigam a pensar e clarificar ideias para mim e para outros.
« Última modificação: Maio 24, 2014, 10:33:04 pm por Apolo »

alfmar

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Re: Divulgação
« Responder #2 em: Maio 25, 2014, 01:48:43 pm »
Existem pontos interessantes no teu post  ::)

Agora mesmo o mais importante é a divulgação e começar a criar uma comunidade, mesmo antes de partir-mos para outras aventuras como uma multipool pago em cesc's, pois para ela funcionar tem que existir uma comunidade interessada e participativa.

É um pouco como o Apolo referiu, o dinheiro tem o valor que nós lhe dermos... Ainda existe por ai muita boa gente que acha que as moedas como o euro o o dolar tem a sua cotação em ouro guardado no banco de portugal ou afins... FALSO. Para eles é facil imprimir umas notas e emprestar com juros altissimos e depois inventar uma crise e ir buscar tudo o que o pessoal tem... Ahhh e quem não concorda com eles ou tem a coragem de lhes fazer frente, criam uma crise politica e tiram-nos do poder e colocam os deles, mesmo sem eleições...